O mercado de celular usado amadureceu: hoje ele é guiado por dois movimentos bem claros. De um lado, modelos “queridinhos” que vendem rápido porque entregam desempenho e status com preço mais acessível. Do outro, aparelhos que desvalorizam forte porque envelhecem mal (bateria gasta, atualizações curtas, linha muito renovada ou concorrência grande no mesmo preço). Entender essa diferença é o que separa uma compra inteligente de um arrependimento.
Para montar este ranking, vale olhar duas coisas: procura real (buscas e vendas nas plataformas) e tendência de retenção de valor (o quanto cada linha costuma cair com o tempo). Em procura, um levantamento divulgado pela OLX mostrou que o iPhone 13 liderou o ranking de usados mais vendidos e também aparece no topo entre os mais procurados, com domínio grande da Apple nas listas. Já em vendas no varejo de usados no Brasil, dados da Trocafone publicados na imprensa apontaram o iPhone 11 como o mais vendido, com médias de preço e mudanças de um ano para o outro.
Quando um celular usado vira “campeão de procura”, quase sempre é por um conjunto simples: desempenho ainda atual, câmera consistente e facilidade de revenda. É por isso que iPhones de gerações recentes (mas não as mais caras) aparecem tanto no topo.
Pelo levantamento da OLX, os modelos mais vendidos e mais procurados concentram vários iPhones, com destaque para iPhone 13, iPhone 14 Pro Max, iPhone 13 Pro Max e linhas Pro/Pro Max mais novas, além de alguns Android premium como Galaxy S24 Ultra e Galaxy S23 Ultra bem posicionados.
Pelo levantamento de vendas da Trocafone, a lista de mais vendidos também reforça essa lógica, com iPhone 11, iPhone 12 e iPhone XR aparecendo com força, seguidos por iPhone 13 e tops da Samsung como Galaxy S23 Ultra 5G e S22 Ultra 5G.
O que explica essa procura (resumo prático):
iPhones “intermediários premium” (XR/11/12/13) viraram ponto de equilíbrio entre preço, desempenho e revenda.
Linhas Pro/Pro Max são muito buscadas por quem quer câmera e tela top, mas pagando menos do que no novo.
Android premium (linha Galaxy S Ultra) entra bem quando aparece em bom estado e com preço agressivo, porque entrega pacote completo.
Se você está caçando um celular usado para uso diário e quer vender depois sem perder tanto, esses grupos são os que mais concentram liquidez (vendem rápido).
Agora a parte que dói: nem todo celular usado “segura” preço. Em geral, os que mais desvalorizam são os que enfrentam um ou mais destes problemas: grande oferta no mercado, troca de geração muito rápida, suporte de atualizações menor, ou envelhecimento ruim (aquecimento, bateria, desempenho).
Aqui entram dados de retenção de valor que ajudam a entender o comportamento do mercado. Um estudo da BankMyCell, baseado em valores de recompra/compra em diferentes períodos, aponta que iPhones tendem a perder menos valor ao longo dos anos do que Androids, com uma diferença grande entre as categorias analisadas. Além disso, análises de depreciação da SellCell indicam que a linha Galaxy S melhorou sua desvalorização nos últimos anos, mas ainda costuma cair mais do que iPhone em média.
Na prática, o “grupo que mais desvaloriza” costuma ser este:
Android de entrada e intermediários baratos: muita concorrência e quedas rápidas de preço quando saem novas gerações.
Flagships Android fora de linha (principalmente quando a geração nova chega): o preço despenca porque a procura migra rápido para o modelo seguinte.
Aparelhos com histórico de bateria fraca, aquecimento ou desempenho inconsistente: o comprador de usado foge.
Um sinal claro de como o valor se mexe está nas médias anuais publicadas em ranking de vendas. No levantamento da Trocafone divulgado pela imprensa, por exemplo, o iPhone 12 teve redução no valor médio de um ano para o outro, enquanto o iPhone XR apareceu com aumento de média — mostrando que não é só idade, é oferta e demanda em cada faixa de preço.
O ranking de celular usado mais procurado é ótimo para escolher modelos com revenda fácil, mas você ainda precisa filtrar pelo seu perfil. Se a prioridade é custo-benefício, foque em gerações “equilibradas” e com boa disponibilidade de peças e assistência. Se a prioridade é segurar valor, evite modelos que acabaram de sofrer queda por troca de geração, ou que são conhecidos por desvalorizar rápido.
Checklist rápido para comprar celular usado com menos risco:
Prefira modelos com alta procura (revenda mais simples) e fuja de aparelhos “encalhados” sem motivo claro.
Verifique saúde da bateria e aquecimento (isso muda totalmente a experiência e o valor).
Considere armazenamento (128 GB costuma ser mais fácil de revender do que 64 GB).
Compare preço com outros anúncios do mesmo modelo e estado; variações grandes geralmente escondem problema.
No fim, o melhor negócio quase sempre é um celular usado que está no “meio” da curva: ainda forte o suficiente para rodar bem tudo o que você usa, mas já barato o bastante para ter boa relação custo-benefício. E, se você escolher um modelo que o mercado procura muito, a chance de perder menos dinheiro na revenda aumenta bastante.
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